Sabemos que o cuidado com certas pessoas é saudável nas relações que construímos ao longo da vida, mas como descobrir quando o apego emocional se torna um problema?

O vínculo é essencial em todas as relações: com amigos, família e cônjuges, principalmente. Como dizia João Gilberto na canção Wave, “é impossível ser feliz sozinho”.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo do Departamento de Psicologia da Payame Noor University, no Irã,17,9% das pessoas entrevistadas possuem dependência emocional.

Porém, a partir do momento em que o sofrimento começa a tomar conta desse relacionamento, está na hora de entender a relação de forma mais profunda e as atitudes dos envolvidos.

Por outro lado, mesmo sendo um assunto sério, vemos constantemente as relações de dependência afetiva serem retratadas de maneira cômica, como a amiga extremamente ciumenta com o namorado.

Com tantas representações e lados diferentes do mesmo tema, às vezes pode ser difícil compreender a gravidade dessas relações de dependência emocional e as suas consequências.

Por isso, hoje euzinha de melo vou te contar sobre como o apego emocional é construído, como ele afeta o dependente e a pessoa a que ele depende, e a importância do tratamento. Saiba que depois de ler esse texto, muitas percepções suas vão mudar. Olha o que vem por aí:

  1. O apego emocional e as relações
  2. Dependência amorosa
  3. Dependência parental
  4. Como melhorar a independência emocional

 

Let’s go? (tentei ser chique falando inglês)

O apego emocional e as relações

A dependência emocional pode ser desenvolvida por diversos motivos, como a necessidade de sentir segurança. Em muitos casos, a dependência emocional surge desde a infância – o que torna mais difícil para que a pessoa que a possui entenda a gravidade de suas atitudes.

Para entender melhor como essas relações são construídas, os especialistas classificam o apego em alguns tipos:

  • Apego evitante: as pessoas sentem que não há necessidade de aprofundar a relação e não querem intimidade com outra;
  • Apego seguro: possibilita à pessoa mais segurança, felicidade, liberdade e confiança, e a permanência por prazer, não por necessidade;
  • Apego ambivalente: há uma intensa necessidade e busca por uma relação mais íntima;
  • Apego desorganizado: mesmo com a vontade de aprofundar a relação, a pessoa sente insegurança.

 

No entanto, mesmo com características claras, os dependentes emocionais não percebem o problema. Muitas vezes, ele é percebido por pessoas próximas, como amigos, parentes ou cônjuges.

Segundo alguns especialistas, como a psicóloga Débora S. de Oliveira, docente do Curso de Psicologia da PUCRS, para quem tem o apego emocional, pode ser difícil lidar com diferenças e discordâncias, gerando conflitos.

É aí que o problema mora.

Mas, como descobrir se você é uma pessoa com dependência emocional? O grau pode variar e evoluir com o passar do tempo. Por isso, não é uma regra que todas as pessoas com apego emocional tenham todos os sintomas que irei te falar agora.

Por isso, é muito importante que você fale com um profissional, como psicólogo ou um hipnoterapeuta, antes de se diagnosticar, hein. Mas, já adianto que muitas pessoas que vivem com dependentes emocionais, tendem a ter relações com poucas pessoas, já que quem possui a dependência deseja exclusividade.

Pessoas com dependência emocional tendem a utilizar a chantagem e a persuasão para influenciar a decisão de outras pessoas, ignorando as outras relações e situações construídas por quem sente dependência.

Além disso, as pessoas dependentes que têm conhecimento sobre o problema muitas vezes falham na busca pela melhora. Mas tudo bem! Um passo de cada vez, com o tratamento certo e o acompanhamento de um bom profissional faz toda diferença.

O problema nem parecia tão grande, hein?

Necessidade de estar no controle sobre a outra pessoa, ciúmes excessivo e sentimento de posse são os principais sinais que surgem quando uma pessoa tem a dependência emocional. Os piores deles são, sem dúvida, a violência, as agressões e a perseguição.

Em casos extremos, quem tem apego emocional também pode sentir certa ansiedade e pânico só de imaginar a outra pessoa tendo outras relações semelhantes com as que elas têm com outras pessoas.

Essas situações alimentam o sentimento de que tudo o que o outro faz, que não tenha envolvimento com o dependente, é ruim e gera problemas. Lembra da personagem Heloísa da novela Mulheres Apaixonadas? Caso você não se lembre, nesta cena fica claro como a dependência emocional se manifesta:

 

 

Esta cena apresenta atitudes claras que são tomadas por pessoas que têm apego emocional e quem sofre com pessoas que a possuem. Mas não veja o depende como um vilão ou inimigo.

Essas pessoas muitas vezes deixam de fazer atividades que não envolvem aqueles às quais sentem dependência. E ainda podem realizar mudanças, como um corte de cabelo ou mudança radical no visual, para agradar exclusivamente a outra pessoa.

Isso aumenta ainda mais a necessidade de um tratamento que irá beneficiar não só quem sofre com o dependente, mas a própria pessoa que tem dependência emocional e que pode construir relações com mais felicidade e liberdade.

Complexo, não? Calma, eu explico como a dependência emocional pode acontecer em alguns casos específicos (e comuns).

Dependência amorosa

Depois que o termo “relacionamentos abusivos” tomou cada vez mais espaço nas redes sociais, nas discussões entre as amigas e a família, começamos a entender como nem sempre o amor é belo.

É claro que relacionamentos abusivos podem acontecer em esferas diferentes nas nossas relações, mas aqui irei especificar eles dentro de casamentos, namoros e relações amorosas no geral.

 

Você conhece o meme “fé nas surtadas“?

Apesar de gerar risos na internet, a dependência amorosa dentro dessas relações podem não ser tão cômicas como aparentam. Essas relações têm ainda outras características, além das citadas ali em cima:

  • A pessoa acredita que pode não ser merecedora do amor e carinho de outro alguém;
  • Tem medo de estar sozinha e se coloca na posição de dependência de outra pessoa, buscando aprovação;
  • Não se sente boa o suficiente.

Talvez, ao ler esses tópicos, você tenha imaginado uma pessoa que conhece que corresponde a cada uma dessas características, certo? Pois te digo que nos últimos anos, muitos homens foram diagnosticados com a dependência emocional.

A dependência amorosa acontece em muitos casos independente do gênero ou da orientação sexual das pessoas envolvidas na relação e, como vimos, além das características de um apego emocional “comum”, dentro de namoros, noivados e casamentos, outras características podem surgir.

Dependência parental

Apego Emocional - Dependência paternalJá ouviu falar de alguma relação entre pais e filhos que tem um tom de apego emocional excessivo? A dependência emocional também pode surgir em relações dentro da família.

Em muitos casos, ela está atrelada à Alienação Parental – quando um dos pais distorce a imagem do(a) parceiro(a) para os filhos – sendo caracterizada por um conjunto de comportamentos.

Acontece que ela surge, em muitos dos casos, quando há uma separação do casal ou quando o clima está bem quente entre o casal, que utiliza os filhos como “ferramentas” para atacar o outro.

No pior dos casos, além de afetar os dois envolvidos na relação, ainda pode gerar traumas  psicológicos em crianças, como a Síndrome de Alienação Parental. Ou seja, tratar a dependência emocional é poder cuidar de si e de quem está à sua volta, que você ama.

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Mas voltando à dependência parental, ela acontece entre pais e filhos, mas principalmente, entre mães e filhos, fazendo com que os sintomas – que conhecemos ali em cima – sejam evidentes em situações em que as mães façam com que seus filhos tenham dificuldade em se relacionar amorosamente com outras pessoas, por exemplo.

Já ouviu falar na história da sogra possessiva que não gosta de nenhuma namorada do filho e faz de tudo para que esses relacionamentos sejam acabados porque, segundo ela, está cuidando e protegendo o seu filho?

Alerta de dependência parental!

No fim, além de prejudicar o desenvolvimento dos filhos ao impedir a criação de relações mais profundas, pode levar problemas para a relação de mãe-filho diretamente.

 

Como melhorar a independência emocional?

Se você leu até aqui, deve ter se surpreendido com o comportamento que caracteriza o apego emocional, mas calma. O problema tem tratamento independente do seu grau.

Ao escolher um tratamento eficiente, é possível ter de volta a saúde nas relações e até mesmo evitar situações problemáticas devido aos sintomas de um dependente emocional.

Com a hipnose. Sim. A hipnoterapia é um tratamento efetivo e muito amigável para quem deseja se livrar do apego emocional.

Como em muitos momentos durante esse texto, você achou que as pessoas que possuem dependência emocional podem seguir um perfil específico e conhecer verdades sobre o problema, certo?

 

 

Com a hipnose, ou melhor, a hipnoterapia, é a mesma coisa. Esqueça essa imagem de “mágica”, “teatro” ou somente como entretenimento.

E para tratar a dependência emocional, todo o diagnóstico e tratamento é feito por um hipnoterapeuta profissional, com formação e experiência.

Mas antes, é preciso que a pessoa que a possui tenha consciência deste problema e da gravidade que ele tem.

Um dos primeiros passos para tratar este problema é entender que a felicidade não está no outro, diminuindo o medo do abandono e da solidão, mudando para melhor a percepção sobre as relações amorosas e afetivas.

Além disso, é possível utilizar a hipnose para evitar que a dependência emocional possa se agravar, não apenas para solucioná-lo. O que evita que muitos problemas possam acontecer dentro de relações com algum dependente emocional.

Tratar desses problemas não precisa ser doloroso e, muitas vezes, a solução pode estar onde menos esperamos.

Aliás, esse tipo de problema pode ter relação com questões mal resolvidas da infância, como traumas e emoções muito impactantes que essa pessoa teve acesso. Por isso a necessidade tão latente de ter alguém para chamar de seu.

Quer entender mais? Vem ler o nosso artigo Como evitar traumas psicológicos em crianças.

E você? Já viveu um caso parecido? Conta aqui nos comentários e compartilha nas redes sociais para que mais pessoas saibam o que é possível fazer.

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