Um comportamento irregular para a idade, isolamento, choro, irritabilidade, problemas com a aprendizagem… estes são só alguns pontos observados por pais de crianças com autismo. Muitos, inclusive chegam a achar que tudo não passe de uma crise por atenção, manha ou algum outro motivo bobo.

A verdade é que a maioria dos pais que recebe o diagnóstico para seus filhos se depara com um mundo cheio de pontos de interrogação. Afinal, o que fazem as crianças com autismo? Como elas se comportam, quais escolas frequentam, que tipo de professores precisam ter, e a saúde? Como fica a saúde desses pequenos? Será que são mais sensíveis a algumas doenças que as outras crianças?

E a principal pergunta: meu filho é normal?

Estatísticas Autismo

São tantas dúvidas que muitos pais e mães acabam recorrendo à internet para sanar alguns pontos, o que nem sempre é uma boa ideia.

Só para você ter uma ideia, uma estimativa da Organização Mundial da Saúde Mostra que existem 70 milhões de autistas no mundo, desses 2 milhões estão no Brasil. Isso indica que a doença é comum entre os brasileiros, mas não significa que esse seja o momento para o desespero.

Afinal, diferente do que muitos pais acreditam, o autismo não é uma sentença de dependência constante para as crianças. Inclusive existem pessoas adultas que convivem com o autismo e mesmo assim se dão muito bem em todas as áreas de suas vidas.

Por isso, para você que é papai ou mamãe de crianças com autismo, euzinha de melo preparei um conteúdo com as explicações iniciais que todo pai precisa saber para entender melhor seus filhos.

Dá uma conferida no que vem por aí:

  1. O que é autismo
  2. Comportamento de crianças com autismo
  3. Graus de autismo
  4. Famosos com autismo
  5. Tratamento para o autismo em crianças

Espero que possa ajudá-los!

O que é autismo?

O transtorno do espectro do autismo (TEA), mais conhecido como autismo, é um transtorno neurológico psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, normalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Essa síndrome faz com que a criança apresente algumas características específicas, tais como uma dificuldade maior na fala e na maneira de se expressar, com ênfase na construção das ideias e no entendimento dos sentimentos outra característica é o mal-estar em meio a outras pessoas e até mesmo o pouco contato visual mantido por estas crianças.

Além disso, existem padrões repetitivos e movimentos estereotipados como ficar muito tempo sentado balançando o corpo para a frente para trás, organizar os talheres na mesma posição.

O autismo é hereditário, mas a causa inclui diversos fatores que normalmente envolve a formação do cérebro e até mesmo a genética. Nos casos mais raros o autismo é associado há agentes que causam defeitos congênitos.

Essa doença afeta o processamento das informações no cérebro, alterando de forma sistemática a forma como as células nervosas se conectam e se organizam entre si. Muitos especialistas ainda não sabem ao certo porquê e como isso acontece, mas o fato é que de alguma forma o cérebro das crianças com autismo tem uma grande dificuldade em processar informações.

É importante lembrar que os traumas da infância podem agravar os sintomas corriqueiros do autismo, por isso, é importante que os pais e responsáveis fiquem atentos a tudo o que é dito e feito diante das crianças. Para esclarecer quaisquer dúvidas baixo e-book sobre traumas em crianças e fique por dentro de tudo o que você pode e não pode dizer na frente delas.

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Qual o comportamento das crianças com autismo?

O que podemos chamar de comportamento comum nas crianças com autismo, os especialistas chamam de sintomas evidentes. Como o é identificado logo no início da vida infantil, o autismo pode apresentar diferentes variações de criança para criança algumas são muito específicas e comuns entre diversas pessoas.

Ainda bebê, durante a amamentação, é comum que as crianças com autismo evitem contato visual com suas mães e esse é um ponto de atenção. Outro ponto que precisa ser observado é o choro ininterruptos e sem motivo aparente, pois é comum em crianças com autismo esses ataques de choro aparentemente sem motivo.

Além disso virgula a apatia das crianças em relação a seus pais e até mesmo ao ambiente ao seu redor é como, seguida de uma inquietação exacerbada e a pouca necessidade de falar ou emitir sons.

Existem pais que acreditam que seus filhos estão surdos, por a criança não atender aos seus chamados. Este é um dos diversos comportamentos entre as crianças com autismo, já que elas não tendem a prestar atenção em tudo o que ocorre ao seu redor, ignorando muitas vezes a voz dos próprios pais.

Também é comum encontrar crianças com autismo que sentem muita dificuldade de falar, pois costumam repetir as palavras que ouvem de seus pais amigos e familiares com certa frequência. Muitas vezes são palavras que não fazem o menor sentido para o assunto ou o momento, mas a criança não entende essa situação e simplesmente as fala.

Os movimentos repetitivos do tronco das mãos e da cabeça também são uma característica muito comum no comportamento das crianças com autismo. E quanto a isso os pais precisam ficar atentos, pois é necessário ter total atenção com relação a esses movimentos para garantir a segurança física dos seus filhos.

Algumas crianças também podem apresentar sinais de ansiedade e a agressividade, visto que a formação do cérebro dessas crianças e o seu entendimento de certo ou errado, naquele momento, são diferentes das demais crianças da sua idade.

Características Autismo

Graus de autismo

Antes de entender quais os graus diferentes de autismo, é preciso que vocês, pais e mães, saibam que somente um profissional da saúde, médico, pediatra ou psicólogo são preparados para diagnosticar seus filhos com autismo. Jamais tome decisões sem antes ouvir a opinião de um especialista muito menos dê medicamentos sem a orientação de um médico.

De acordo com o DSM V – a 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Academia Americana de Psiquiatria, os graus de autismo variam de acordo com o grau de funcionalidade e dependência das crianças com autismo.

Normalmente é dividido em 3 graus, sendo o grau 1 para pacientes que exigem pouco apoio e dependem menos de seus pais ou responsáveis, e o grau 3 para aqueles pacientes que estão extremamente dependentes de seus pais e responsáveis e precisam de um suporte substancial.

Com relação a interação de comunicação social, as crianças com autismo podem ter as seguintes classificações:

Grau 1: a criança consegue se comunicar com mais facilidade e sem suporte, mas é perceptível uma dificuldade peculiar para iniciar as interações sociais. Há um interesse menor para relações interpessoais, e respostas atípicas a abertura sociais com tentativas frustradas de fazer novos amigos.

Grau 2: a criança normalmente precisa de maior suporte, nesses casos apresenta grande dificuldade na comunicação verbal e na comunicação não verbal, sem contar no déficit aparente de interação social.

Grau 3: neste grau, considerado o mais grave de todos, a criança precisa de muito apoio substancial dos pais e responsáveis e praticamente não tem habilidades de comunicação, normalmente apresenta uma fala inteligível ou com poucas palavras e respostas sociais mínimas.

Quando o assunto são os comportamentos restritivos e repetitivos as crianças com autismo podem apresentar as seguintes peculiaridades para cada grau:

Grau 1: a criança apresenta características mais funcionais tais como sinais de comportamento inflexíveis e uma certa dificuldade para trocar de atividades e experimentar novas situações ou brincadeiras.

Grau 2: nesse grau as crianças precisam de um certo apoio já que seus comportamentos são mais restritivos e repetitivos, além de mais frequentes e muito mais evidentes no dia a dia. Eles normalmente se mostram inflexíveis e apresentam dificuldades para mudar o foco de suas ações.

Grau 3: aqui, a criança é altamente dependente de seus pais e apresenta uma grande dificuldade para lidar com mudanças, isso impacta diretamente o seu comportamento, o que pode se tornar agressivo ou isolado, o que pode gerar um sofrimento e sensação de exclusão aparentes.

É claro que nenhuma dessas características pode definir o que as crianças se tornaram no futuro, uma prova disso são as diversas personalidades famosas e muito talentoso que existem hoje em dia.

 

Famosos com autismo

Como você leu até agora crianças com autismo geralmente mostram padrões recorrentes de um comportamento específico e tem dificuldades de interagir com outras pessoas. No entanto, muitas vezes, as crianças com autismo possuem habilidades singulares e tem potencial para fazer a diferença no mundo, como as pessoas que euzinha de melo vou falar agora.

Albert Einstein

Acredita-se que o físico possuía a síndrome de Asperger, uma variante do autismo pessoas com essa síndrome, geralmente se concentram de forma compulsiva em um problema complexo encontram dificuldades em se relacionar com a sociedade. De acordo com a emissora BBC, Albert Einstein foi uma criança muito solitária ponto e dominou um tema extremamente complexo, que futuramente mudaria a história da humanidade: ele desenvolveu a Teoria da Relatividade.

Albert Einstein

Woody Allen

o premiado cineasta também faz parte de uma lista de possíveis autistas e portadores da síndrome de Asperger. O que devemos lembrar é que o legado desse artista visionário e profissional genial do cinema está na sua excelência em produzir materiais artísticos que fizeram história. Não à toa os vários Oscar’s, Globos de ouro e Bafta que ganhou.

Woody Allen

Vincent van Gogh

O expoente da arte no pós-impressionismo, famoso por seus traços peculiares girassóis e autorretratos, era conhecido por um temperamento difícil e possíveis muitos dizem que ele era muito solitário e parecia viver no mundo diferente do usual. independentemente do seu comportamento, o legado do artista que Van Gogh deixou para a humanidade o leva a um status de gênio dentro da arte.

Vincent van Gogh

Bill Gates

de acordo com especialistas em autismo, o gênio da informática e fundador da Microsoft apresenta características de autista. O hábito de se balançar continuamente durante reuniões ou voos, uma prática muito comum que denuncia nervosismo em autistas, além do desconforto em manter o contato visual com outras pessoas e a pouca habilidade de relações sociais. Ainda assim, Bill Gates foi o maior expoente da tecnologia moderna, facilitando e proporcionando acesso à tecnologia para centenas de milhares de pessoas.

Bill Gates

Lionel Messi

O maior craque do futebol argentino atual pode ser uma das pessoas que convivem com autismo desde criança. Muitos afirmam que mestre foi diagnosticado com síndrome de Asperger aos 8 anos. A justificativa se dá para a repetição de certos padrões, inclusive em suas jogadas, e o desconforto por falar em público. Mas, se tem uma coisa que todos concordam, é a capacidade artística que Lionel Messi tem quando está adiante de uma bola e de um gol.

Lionel Messi

Tratamento para o autismo em crianças

Atualmente não há cura para o autismo. Existem medicamentos que auxiliam as crianças com autismo a lidarem melhor com esse problema, mas estes medicamentos só podem ser prescritos na presença de algum grau de agressividade e quando há correlação de outras doenças paralelas, como a depressão por exemplo.

O tratamento deve ser multidisciplinar, ou seja, englobar diversos setores da medicina para garantir uma melhora significativa no comportamento e desenvolvimento de crianças com autismo.

Normalmente são fonoaudiólogos, fisioterapeutas, pedagogos, psicólogos e até mesmo hipnoterapeutas que se unem para incentivar esta criança a realizar sozinhas suas tarefas e se relacionar melhor com outras pessoas e até com elas mesmas.

Para isso, é claro, deve sempre ser levado em consideração o grau de dificuldade de cada criança. Assim é possível acionar intervenções no momento correto e até mesmo de forma precoce, evitando o agravamento de quaisquer sinais intensos e prejudiciais do autismo.

E você, conhece alguém da família ou amigo que possui crianças com autismo? Então compartilhe este link com a pessoa para que ela fique ciente de tudo o que envolve esta doença e quais as possibilidades de tratamento que o setor de saúde oferece.

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