O lado sério da hipnose, conhecido também como hipnose clínica ou hipnoterapia, existe e pode tratar problemas sérios e reais. Não à toa, cada vez mais cientistas, pesquisadores e profissionais da saúde estão “hipnotizados” pela ferramenta. 

Se antes os hipnólogos apareciam apenas em cima do palco, com ar ilusionista, hoje, a hipnose já é aderida por médicos, psicólogos, dentistas e, principalmente, por aqueles que têm o propósito de mudar a mentalidade e transformar a vida de outras pessoas.

No Brasil e no mundo, a prática vem crescendo consideravelmente na atuação contra questões de somatização, ou seja, quando um determinado problema se agrava por conta de algum distúrbio emocional.

Grande parte desses problemas são causados por eventos do passado, principalmente aqueles que aconteceram na infância. Por isso, é comum que as pessoas não consigam identificá-los, vezes por não se lembrarem que eles aconteceram, outras por não entenderem o tamanho do trauma ou peso que aquela situação gerou.

É papel do hipnoterapeuta conduzir o indivíduo da maneira correta, para que ele possa identificar um determinado problema, confrontá-lo e, assim, tratá-lo. E é justamente sobre essa técnica que nós vamos falar a partir de agora!

Vem descobrir o que nós separamos para você!

  1. O que é hipnoterapia?
  2. De onde surgiu esse papo de hipnoterapia
  3. Modelo da mente
  4. Crenças limitantes
  5. Como funciona uma sessão de hipnoterapia
  6. O que acontece quando mudamos a nossa mente?
  7. Procrastinação
  8. Desenvolvimento pessoal
  9. Desenvolvimento profissional
  10. Hipnoterapia na saúde
  11. Quais tipos de patologias da mente são possíveis tratar?
  12. Quais tipos de patologias físicas são possíveis tratar?
  13. A hipnoterapia como a última saída

 

O que é hipnoterapia?

A hipnoterapia consiste na aplicação de técnicas hipnóticas como ferramenta terapêutica, utilizada como auxílio para o tratamento de transtornos emocionais, físicos, psicológicos, hábitos e sentimentos indesejáveis.

Mas, calma que eu vou te explicar de forma mais eficiente e completa sobre este assunto.

A hipnoterapia é o uso terapêutico da hipnose.

É isso! até a próxima, pessoal! 😆

Brincadeiras à parte…

Embora seja essa uma definição sucinta e correta do que é a hipnoterapia, euzinha de melo posso afirmar que “o buraco é mais embaixo“. Afinal, a hipnoterapia não é uma simples terapia focada nas técnicas de hipnose, é muito mais do que isso!

É uma ferramenta poderosa para transformar a vida de quem se submete a ela.

Podemos dizer que a hipnoterapia é a forma mais completa de encontrar o cerne de um problema no melhor esconderijo de todos: a mente!

Como assim, gente?

Bom… você já parou para pensar nas lembranças boas e ruins que tem de algo ou de uma pessoa? Sabe onde essas lembranças ficam armazenadas? Sabe como acessá-las e interpretar essas questões da forma correta?

Eu posso afirmar que você ainda não sabe!

O trabalho da hipnoterapia é encontrar formas de ressignificar emoções e memórias que ficaram mal interpretadas nesse esconderijo incrivelmente poderoso e difícil de acessar. Com ela, é possível identificar a razão de uma série de problemas na nossa vida (e eu estou falando de qualquer problema mesmo).

A finalidade de uma sessão de hipnoterapia é ajudar pessoas a solucionar questões pessoais que ocorreram no passado e que hoje refletem negativamente no seu dia a dia.

Para você ter uma ideia, a hipnoterapia é uma técnica tão assertiva que até mesmo o SUS (Sistema Único de Saúde) autorizou seu uso em diversos procedimentos médicos (vou te explicar melhor mais à frente). Isso é só um exemplo de como a hipnoterapia pode fazer a mente de uma pessoa trabalhar em prol do todo o corpo.

Ah, mas isso aí não é aqueles negócios que o Pyong Lee fez no BBB?!

O que o Pyong Lee fez com seus colegas de confinamento dentro do Big Brother Brasil 2020 foi um exemplo de como a hipnose (e não a hipnoterapia) tem efeito no corpo humano!

Na ocasião, o hipnólogo utilizou de sugestões simples e diretas para que as pessoas que ACEITARAM passar pelo processo de hipnose vissem e sentissem coisas específicas.

Um bom exemplo foi a participante Ivy, que viu seu filho diante de seus olhos e se emocionou como nunca antes ali no confinamento.

Basicamente, Pyong deu uma sugestão para a mente subconsciente de Ivy que, ao olhar para a colega Gabi, só enxergou seu filho. Esse é um exemplo muito claro de como a nossa mente tem poderes que podemos chamar de “sobrenaturais” e nós nem sabíamos disso!

Mas, calma que eu vou te explicar melhor tudo isso!

Agora vamos ter um pouco de história para que você possa contextualizar como todo esse movimento pela hipnoterapia começou!

De onde surgiu esse papo de hipnoterapia

Entenda algumas coisas:

  • Hipnoterapia não é uma forma de dominar a mente de alguém;
  • Também não é mágica;
  • Hipnoterapia não faz milagres;
  • Muito menos surgiu ontem.

Após a demonstração de hipnose que o Pyong Lee fez dentro do BBB, inúmeras buscas dispararam no Google procurando sobre hipnose e hipnoterapia. Mas, acredite em mim, essa é uma técnica mais antiga do que você pode imaginar!

Já dizia Titanic…

Os primeiros rumores da hipnose datam de 1.500 a.C. lá no antigo Egito. Escritores da época detalhavam em seus papiros que os sacerdotes induziam um estado hipnótico semelhante ao sono.

Daí o termo hipnose, que vem de hypnos, o mesmo que sono.

A partir dessa definição surgiram os Templos do Sono, locais em que se acreditam que, por meio do sono, era possível curar as pessoas de suas enfermidades.

Para isso, era necessário que os doentes ficassem reclusos nesses templos e dormissem profundamente durante um determinado tempo.

No entanto, até esse momento a hipnose era vista como uma forma de misticismo ligado à religiosidade com o objetivo de curar por meio da imaginação, das profecias e das supostas mensagens dos deuses.

Franz Anton Mesmer

O médico que decidiu estudar a técnica e encontrar uma forma científica de explicar a hipnose foi considerado o percussor da hipnose na era moderna, no entanto, também foi o responsável por dar à hipnose uma imagem negativa que existe sob a técnica hoje em dia.

Isso porque acreditava que a força magnética – em alta pelas Leis de Newton no final do século XVII – podia ter efeito nos seres humanos. Dessa forma, incluiu o uso da hipnose para auxiliar seus pacientes, nos quais utilizava um imã para permitir o fluxo do magnetismo animal dele para o paciente.

Com o tempo, Mesmer passou a dar verdadeiros shows de demonstração de sua técnica e ficou conhecido como o médico com super poderes.

E foi aí que as críticas vieram. Ele foi acusado de charlatanismo e fraude, e uma comissão foi instaurada pelo rei da França para investigar suas teorias.

Baron D’Henin de Cuvillers

O primeiro a utilizar o termo “hipnose” em seus trabalhos (obrigada por isso, meu anjo!). Cuvillers foi o primeiro estudioso a observar os antigos escritos do Egito Antigo com seus Deuses do Sono.

James Braid

Descobriu que poderia levar os pacientes a um estado semelhante ao produzido por Mesmer, no entanto com uso de métodos “mais científicos”. Foi assim que descobriu que o estado de hipnose não tem relação alguma com o sono. Braid também foi quem implementou o termo hipnose no meio científico.

James Esdaile

Este é o nome do médico cirurgião que realizou mais de trezentas cirurgias em um presídio de Calcutá, na Índia, utilizando apenas a hipnose como método de anestesia.

Sim, usando APENAS a hipnose como método de anestesia!

Foi a partir de seu método de indução que o Estado Esdaile (na hipnoterapia) ficou conhecido hoje em dia, um transe hipnótico tão profundo que é possível anestesiar o corpo com apenas algumas sugestões.

O cara era um verdadeiro gênio!

August Liébeault

Fundou a Escola de Nancy, que pesquisava sobre a hipnose e seus fenômenos. Um de seus alunos mais conhecidos foi Sigmund Freud que, posteriormente, utilizou a técnica em casos de histeria.

Sigmund Freud

O pai da psicanálise foi um dos nomes mais conhecidos da hipnose porque utilizou, em parceria com Liébeault, o estudo que lidavam com casos de histeria. No entanto, o psicoterapeuta acabou desistindo da técnica por considerar que não poderia hipnotizar todos os pacientes.

Hippolyte Bernheim

O Neurologista que começou a explorar em seus estudos como a hipnose poderia colaborar em casos de doenças físicas.

Dave Elman

O primeiro a criar um método duplicável para induzir a hipnose em qualquer pessoa. Dessa forma, seria possível utilizar a técnica como terapia. Dá só uma olhada nos feitos desse gênio:

  • Ensinou hipnose há mais de 10 mil médicos;
  • Graças ao Elman, o Papa Pio XII recomendou o uso da hipnose para possibilitar partos sem dor e sofrimento;
  • Foi responsável por acompanhar a primeira cirurgia cardíaca usando apenas a hipnose como anestésico;
  • Desenvolveu um método fácil e duplicável, para alcançar a hipnose em qualquer pessoa em menos de 3 minutos;
  • Criou uma forma de terapia com hipnose, na qual é possível resolver em minutos, problemas de anos;
  • Junto com seus alunos, descobriu tratamento para diversas doenças consideradas permanentes;
  • Criou métodos para aliviar dores crônicas rapidamente, fazendo uma grande diferença na vida de pacientes com câncer;
  • Seus métodos deram origem a OMNI Hypnosis Training Center, pois ele foi professor do Gerald Kein;
  • Ele ensinou hipnose para o sobrinho de Freud, Edward Bernay;
  • Ele é autor do principal livro de hipnose clássica atualmente: Hypnotherapy (1970).

Milton Erickson

Psiquiatra responsável por propagar a hipnose como ferramenta eficiente de terapia.

Gerald Kein

Foi aluno de Dave Elman e se tornou o propagador do método utilizado pelo professor de forma centralizada. fundou o primeiro instituto de Hipnoterapia do mundo, a OMNI Hypnosis Training Center.

Bem, agora que você entendeu a história da hipnoterapia, desde os tempos antigos, vamos começar a destrinchar essa tal de hipnoterapia e, para isso, é preciso conhecermos as “camadas” da nossa mente.

Vamos lá?


Modelo da mente

Sabe aquele moço importante, chamado Dave Elman, que euzinha de melo citei um pouco acima? Então, esse senhor foi o responsável por tudo isso que você tem conhecido hoje sobre a hipnoterapia.

Além disso, ele é o homem que definiu como a nossa mente é formada quando o assunto é reter informação. Basicamente, Elman dividiu a nossa mente em três camadas específicas, as quais ele chama de “modelo da mente”.

Assim foi possível explicar aos milhares de alunos como funciona a mente de uma pessoa, além de nos ensinar o que cada “pedaço” da nossa mente é responsável.

Mas antes disso, me responde uma coisa:

Você sabia que nossa mente e nosso cérebro são coisas diferentes?

Vem aprender mais sobre essa diferença aqui.

Nosso cérebro é a parte que recebe as terminações nervosas e é o principal responsável pelo funcionamento correto do nosso corpinho esbelto.

Basicamente, nosso cérebro é o comandante do batalhão chamado corpo humano. Cada soldado no corpo depende dos envios elétricos de informações que ele é responsável. Se o comandante cai, todo o batalhão fica sem saber para onde ir e o que fazer.

Sem isso, não há corpinho que funcione, meu chuchu do Nordeste.

Já a mente é outros quinhentos…

Nossa mente é complexa, densa e vem sendo alvo de estudos desde o início dos tempos. Isso porque ela é a responsável por quem nós realmente somos.

Nossa mente é tão poderosa que pode desenvolver medos surreais, bem como a sensação de tranquilidade e paz na mesma proporção.

Em resumo, a mente é o estado de consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da nossa natureza como humanos. Não é algo palpável e tangível, e pode ser exemplificada como se fosse a programação de um computador.

E com base nessa definição do que é cérebro e mente, chegamos ao ponto alto do assunto:

Segundo Dave Elman, o divo de todo o papo sobre hipnoterapia, a nossa mente é dividida em três “camadas”,

venha conferir quais são:

Consciente

É o lugar da nossa mente no qual passamos a maior parte do tempo. Ou seja, é o lugar que costumamos ficar ao longo da maior parte DA NOSSA VIDA!

Na mente consciente também estão alguns fatores cruciais: parte analítica, racional, memória de curto prazo e a tal força de vontade.

Por isso, podemos dizer que a nossa mente é como o divisor de águas do que você vai ou não acreditar.

Mente inconsciente

Essa parte da nossa mente é a responsável por nossas funções vitais. Isso porque a mente inconsciente é a responsável pelo funcionamento dos órgãos e músculos do corpo, sem que nós tenhamos que dar essa ordem conscientemente.

Por exemplo: você não decide piscar. Seus olhos piscam sempre que necessário, e você nem se dá conta de que esse comando foi dado.

Prazer, esse é o trabalho da mente inconsciente!

Mente Subconsciente

A famosinha do rolê é essa tal de mente subconsciente!

Para que você entenda, nosso subconsciente guarda 95% de quem nós realmente somos. Ou seja, seu subconsciente é mais você do que você mesmo!

Confuso? calma aí que eu já esclareço!

O subconsciente tem a capacidade de guardar informações em forma de emoção e isso é o que define a nossa personalidade, nossos gostos, manias, crenças e tudo mais.

Basicamente, o subconsciente é tudo o que nós somos. Nele foram programadas as nossas maiores crenças, é nele também que guardamos emoções boas e ruins sobre nós mesmos e sobre outras pessoas.

E são essas emoções que fazem com que uma doença física ou psicossomática se desenvolva no corpo e na mente. Sem o tratamento correto dessas emoções, por meio da hipnoterapia, por exemplo, não há como aliviar ou eliminar os efeitos das doenças no corpo.

Aqui fica a nossa memória de longo prazo, nossos hábitos, nossa autopreservação e muito mais.

O subconsciente é, basicamente, a memória RAM da sua CPU.

Auto-hipnose

Além da indução à hipnoterapia com auxílio de um profissional, é possível conseguir acessar essa área da mente utilizando uma técnica incrível conhecida como auto-hipnose.

A auto-hipnose é uma técnica extremamente eficiente e poderosa. Capaz de ajudar o seu crescimento, melhorar sua capacidade de concentração, combater vícios e superar traumas diversos.

No entanto, é uma fermenta que precisa ser usada com frequência e da forma correta. Pois, dessa forma, é possível recondicionar e ressignificar as sugestões negativas que, em algum momento, foram colocadas no seu subconsciente há anos.

Ou você achava que bastava apenas fazer uma única auto-hipnose e já estava tudo resolvido? É como a meditação, quanto mais você faz, mais se torna suscetível as sugestões.

Para que a hipnoterapia ou a auto-hipnose tenham efeito e você consiga alcançar o subconsciente, é preciso atravessar uma coisinha chamada Fator Crítico, que é basicamente a última porta que resta para entrar na sua mente.

Isso porque ele funciona como uma espécie de filtro e é o mediador entre o consciente e o subconsciente. Pense nele como o nosso guarda costas de balada, sem o aval dele, ninguém entra.

E é aí que se encontra a tal da crença limitante.

Crenças limitantes

Ao longo da nossa vida, recebemos milhares de sugestões e estímulos externos, que podem vir de outras pessoas ou de situações que vivenciamos ao longo da vida. Afinal, isso nos influência de algum modo, seja para bem ou para mal.

Podemos desenvolver nossa coragem, nossa concentração e até mesmo a nossa dedicação com as atividades do dia a dia. Mas também podemos definir que algumas atividades e ações não vão nos ajudar em nada.

Detalhe: tudo isso com base em opiniões de terceiros e/ou acontecimentos externos.

A essas opiniões, que nos direcionam a fazer ou não alguma coisa, damos o nome de Crenças Limitantes.

Crenças? Como assim? Isso não é coisa de religião?

Na verdade, podemos definir por crença tudo aquilo que para nós é uma verdade absoluta. A região, assim como diversas outras instituições, também pode ser considerada uma crença, afinal, é uma verdade absoluta para seus seguidores.

O que vale ressaltar aqui, é que as crenças são basicamente o que formulam as nossas decisões. Afinal, nós só escolhemos aquilo que acreditamos que nos fará bem.

Com base nisso, vamos entender o que são as tais crenças limitantes.

Bom, como o próprio nome diz, Crenças Limitantes são aquelas que nos limitam a realizar determinadas ações ou alcançar alguns objetivos. Normalmente, elas estão ligadas a opiniões de terceiros, ditas próximas a você e que o seu subconsciente aceitou como sendo uma sugestão verdadeira.

Tipos de crenças

Existem duas formas de uma crença limitante se instalar na nossa mente subconsciente:

  1. Impacto emocional: Acontece no momento em que passamos por alguma experiência emocional negativa ou até mesmo traumatizante.
  2. Repetição: Nesse caso, é quando vemos, ouvimos ou sentimos algo que mexe com nossas emoções de forma negativa, e isso se repete de forma igual ou similar por diversas vezes durante a nossa vida. É uma espécie de condicionamento mental.

Com base nisso, podemos dizer que as crenças limitantes possuem três tipos:

  • Hereditárias: São as crenças que desenvolvemos a partir da convivência com nossos pais e o ambiente familiar onde fomos criados.
  • Sociais: Esse tipo de crença é adquirido por meio das sugestões que recebemos do mundo externo, não mais dentro de casa.
  • Pessoais: São as crenças que nós mesmos criamos com base nas experiências que vivenciamos ao longo da vida e da forma como reagimos a elas.

 

Como funciona uma sessão de hipnoterapia

Eu sei que a essa altura do campeonato você deve estar se questionando como isso tudo funciona na prática, não é mesmo? Por isso euzinha de melo, que não sou boba nem nada, decidi mostrar como é que a hipnoterapia funciona.

Já diria Datena: me dá “ibagens”

Afinal, já está mais do que claro que a hipnose é uma técnica extremamente eficaz no tratamento de inúmeros problemas de origem emocional. E é exatamente por esse motivo que cada vez mais pessoas estão buscando por terapias desse tipo.

Então dá uma olhada nesse vídeo aqui e confira tudo sobre como funciona uma sessão de hipnoterapia.

 

O que acontece quando mudamos a nossa mente?

Para entender como a hipnose serve de ferramenta, é preciso ter a consciência de que nenhum problema está “fora”. Os problemas estão sempre dentro de você. Todos, são consequências de algo maior, algum trauma, crença ou evento passado, que precisa ser identificado, reconhecido e tratado.

A partir do momento em que nós mudamos a nossa mente com a hipnoterapia, problemas e questões emocionais que antes incomodavam e atrapalhavam a nossa vida, deixam de incomodar.

É possível reconhecer um problema como este em diversos casos de pessoas que tiveram suas vidas completamente transformadas a partir da primeira sessão de hipnoterapia.

Afinal, a função do hipnoterapeuta é identificar qual ou quais foram os episódios na vida de determinado paciente que causaram os problemas e dificuldades que ele vive hoje. A partir disso, o transtorno poderá ser tratado e solucionado.

Vale lembrar que não existe uma fórmula única, cada hipnoterapeuta conduz a sua sessão de uma forma. Mas o que é importante dizer é que a hipnoterapia não é um tipo de terapia e sim uma ferramenta para auxiliar em tratamentos, concentração e foco.

Então, independente da técnica utilizada, o objetivo é enfraquecer padrões subconscientes disfuncionais que costumam ser a causa dos problemas emocionais.

Outro ponto muito indicado por pessoas que passaram por sessões de hipnoterapia foi o combate à procrastinação.

Procrastinação

Procrastinar: a arte de fazer tudo o que não precisamos para evitar fazer o que realmente é necessário ser feito.

Se você se identificou, talvez possa fazer parte dos 20% dos adultos procrastinadores crônicos. Ou você ainda está no hall dos 90% das pessoas que, esporadicamente, procrastinam, ou seja, aquelas que postergam suas tarefas, mesmo sabendo que isso pode trazer impactos extremamente negativos para sua vida.

Para alguns, a procrastinação é vista apenas com um mau hábito, mas quando identificamos o quanto isso pode impactar em nossas atividades, levando a consequências muito maiores como ansiedade, depressão, perda de emprego etc., podemos defini-la como uma sabotagem patológica que destrói o nosso recurso mais valioso: o tão precioso tempo.

O que são hábitos?

De acordo com o livro “Desbloqueie o Poder da sua mente”, de Michael Arruda, existem três tipos de hábitos na vida de qualquer pessoa: os bons, os ruins e os úteis. No livro, o autor explica que 40% das decisões que tomamos são fruto de hábitos e não necessariamente de decisões que o nosso cérebro levou um certo tempo para processar.

Quando nossa mente subconsciente aprende algo, ela guarda aquilo em uma espécie de “gaveta” para que essa informação, sentimento ou ação seja usada quando necessário. Nossos hábitos nada mais são do que algo que a nossa mente já aprendeu e guardou acreditando que, daquela forma, seria o modo certo ou mais fácil de fazer algo.

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Os hábitos são só a ponta de todo um iceberg da procrastinação. A ciência e estudos antigos atribuem a procrastinação a eventos diferentes. Para Sigmund Freud, por exemplo, as pessoas costumam procrastinar por medo da morte – adiar uma tarefa sempre nos deixaria com algo por fazer.

Mas, na concepção de Richard Thaler, economista que estuda economia comportamental, finanças e psicologia, avalia que procrastinamos por uma concepção, errada, de que o trabalho que teremos de fazer nunca é importante como o que estamos fazendo agora.

Em um estudo sobre o tema, o psicólogo canadense Piers Steel encontrou uma forte ligação entre o hábito de procrastinar e a impulsividade, o que justifica o fato de passar algumas tarefas na frente de outras, tão ou mais, importantes.

E isso impacta diretamente duas áreas extremamente importantes na vida de alguém, o desenvolvimento pessoal e profissional.

Desenvolvimento pessoal

Quem procura desenvolvimento pessoal quer potencializar as melhores habilidades que já possui, e assim, conquistar o sucesso que deseja.

E eu vou além, quem pensa que o desenvolvimento pessoal envolve a vida profissional está até quentinho, de tão coberto de razão.  Afinal, com o desenvolvimento de um, se obtém o crescimento no outro.

E para se desenvolver pessoalmente basta seguir passos simples, como:

  • Ter objetivos claros e as datas de quando pretende alcançá-los (isso te ajuda a ter mais determinação);
  • Estudar MUITO sobre novas formas de enxergar o dia a dia e enfrentar os seus desafios;
  • Contar com o acompanhamento de um hipnoterapeuta.

Esses últimos são especialistas em ajudar pessoas a encontrar a respostas para limitações e traumas pessoais dentro da mente subconsciente.

Com isso, a hipnoterapia para desenvolvimento pessoal ajuda a lidar com os obstáculos e com os desafios diários da mente de uma pessoa comum.

Encontrar o seu total potencial é uma forma genuína de evoluir como pessoa e, para conquistar isso, a hipnoterapia é a chave que faltava para esse feito acontecer!

Desenvolvimento profissional

Hoje em dia, quem fica parado, esperando que a grande oportunidade caia do céu, perde a chance de evoluir, sem falar que ganha diploma de preguiçoso. Chega mais longe aquele que sai da aconchegante zona de conforto, para de procrastinar e assume a autoria de suas conquistas.

Ao procurar por novos caminhos, você amplia seus conhecimentos, descobre que possui novas skills, muda seus hábitos e dá um jeitinho em um quesito chamado felicidade.

O primeiro passo para quem busca desenvolvimento profissional por meio da hipnoterapia é entender que está tudo em você e não no seu líder, no se colega mal encarado ou na empresa. A mudança vem de você!

Na hipnoterapia você pode enxergar como ter consciência dessa afirmação pode ser a chave entre uma vida de mesmices e um futuro de sucesso e ganhos financeiros!

Viu só como a hipnoterapia ajuda em um ponto que você nem fazia ideia?! Tem muito empresário e profissionais com altos cargos que encontram na hipnoterapia o que procuravam quando o assunto é desenvolvimento.

Mas, você sabia que um dos maiores destaques da hipnoterapia está no meio da saúde?

Hipnoterapia na saúde

Pois, com essa técnica é possível melhorar a capacidade de concentração, combater vícios e superar traumas. Afinal, a hipnoterapia consiste em tratar problemas reais usando a própria mente subconsciente como vetor de interpretação. Pois isso, tem sido cada vez mais utilizada por profissionais da saúde.

Como você deve ter lido lá no início do artigo, em 2018 o governo reconheceu a hipnoterapia como ferramenta terapêutica para o SUS, o que reforça o potencial dessa técnica.

Mas, voltando aos benefícios da hipnoterapia para a saúde física e mental, saiba que eles vão desde relaxamento e concentração à tratamento de distúrbios psicológicos mais graves, que devem ser diagnosticados previamente por um especialista da área que te direcione a um hipnoterapeuta.

Mas o que exatamente essa técnica pode tratar você vai descobrir agora!

 

Quais tipo de patologias da mente é possível tratar?

Abusos e outros traumas

Os números são assustadores, três crianças ou adolescentes são abusadas sexualmente no Brasil a cada hora. Abusos físicos e mentais causam traumas e consequências que podem levar a situações extremas, como sentimento de culpa, vícios, suicídios e até a replicação do próprio abuso, ainda que em menores proporções.

O sistema límbico (mente emocional) não consegue identificar a diferença entre o ontem, hoje e amanhã, tudo é agora. Por isso, quando nos lembramos de uma situação traumática, automaticamente nos remetemos aos sentimentos ruins que carregamos desde então.

A ciência já comprovou que as memórias são impossíveis de serem apagadas, porém a hipnoterapia é capaz de ressignificar as emoções, neutralizando traumas e toda a carga negativa.

“Eu tentei suicídio. Acreditava que eu era responsável por aquilo, e eu buscava situações que ajudavam a reforçar isso.  Passei também a abusar das pessoas, não sexualmente, mas de outra maneira. E depois que eu desconstruí isso na minha mente, até as pessoas ao meu redor perceberam a mudança” – Juliana Vargas, hipnoterapeuta e especialista em sexualidade.

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Medos e inseguranças

Insegurança é uma das expressões do medo, e esse sentimento está na lista das principais características que impedem uma pessoa de ser bem-sucedida.

Assim como nas situações anteriores, as feridas adquiridas até hoje somatizam uma série de traumas e emoções em seu subconsciente. As dores que você, supostamente, deixou de lado resultam em medos e inseguranças.

Esses sentimentos podem afetar todos os aspectos da sua vida, como o seu relacionamento, sua performance no trabalho e até a sua saúde

A hipnoterapia é uma ferramenta valiosa para superar suas inseguranças, por meio do autoconhecimento e da eliminação das suas crenças limitantes, sua mente entenderá que agora os velhos padrões não são mais necessários.

Ansiedade e depressão

As duas doenças são consideradas os grandes temores do século. No tratamento pela medicina convencional, geralmente, são indicados antidepressivos de uso contínuo ou a longa prazo. Acontece que, em algumas situações, outros efeitos colaterais são identificados.

A depressão e a ansiedade podem ocorrer devido as alterações neuroquímicas do cérebro. Durante as sessões de hipnoterapia (que pode ser apenas uma ou mais, dependendo da pessoa e da gravidade do problema), o indivíduo consegue analisar e eliminar a causa da sua ansiedade ou depressão, sem o uso de remédios.

Se você nasceu com algum problema psicológico ou doença física, a hipnoterapia é complementar ao tratamento médico.

Caso contrário, é importante entender que independente do fator que te impede de prosseguir, existem fortes influências emocionais relacionadas. E com a hipnoterapia é possível identificá-las para que você consiga transformar a sua mentalidade e, consequentemente, a sua vida.

 

Quais tipos de patologias físicas são possíveis tratar?

Obesidade

Para se ter ideia, mais da metade dos brasileiros estão acima do peso e muitos não conseguem reduzir medidas, o que pode ocasionar outras doenças relacionadas, além de desencadear problemas psicológicos, como baixa autoestima.

Menos 40 quilos apenas mudando a mentalidade!

“Sofri 15 anos com compulsão alimentar e efeito sanfona. Costumo falar que sou ex-dependente de remédios para emagrecer e isso não me trazia para a vida, corpo e saúde que eu queria. Então, depois de anos sofrendo com a obesidade e compulsão alimentar eu percebi que o que eu estava buscando tratar, era é a ponta do iceberg. Na verdade, a obesidade era só a foto daquilo que eu sofria internamente.

Se for temporário, o resultado também é temporário. Eu tive que mudar a minha forma de pensar para que o meu resultado fosse para sempre. É preciso identificar quais hábitos destrutivos você tem para que você mude. Se a gente quer transformação, não tem outro caminho a não ser mudar a mentalidade” – Flávia Monzano, hipnoterapeuta OMNI.

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 Vícios

O percentual de adultos fumantes no Brasil vem apresentando uma expressiva queda nas últimas décadas. Apesar do controle do tabaco, ainda assim os números são consideravelmente altos. Existem mais de um bilhão de fumantes no mundo e estima-se que eles consumam cerca de seis trilhões de cigarros todos os anos.

Uma pessoa com vícios em uma determinada droga, possui dependência psicológica e emocional, o que faz com que a droga seja uma recompensa para alguma coisa.

Neste caso, a hipnoterapia atua diretamente nos gatilhos subconscientes que fazem a manutenção do vício, permitindo, inclusive, que a pessoa não sofra com abstinências e outros efeitos como perda de apetite, ansiedade etc.

A hipnoterapia como a última saída

Se antes os hipnólogos apareciam apenas em cima do palco, com ar ilusionista, hoje, a hipnose já é aderida por médicos, psicólogos, dentistas e, principalmente, por aqueles que têm o propósito de mudar a mentalidade e transformar a vida de outras pessoas.

A hipnoterapia consiste na aplicação de técnicas hipnóticas como ferramenta terapêutica, utilizada como auxílio para o tratamento de transtornos emocionais, físicos, psicológicos, hábitos e sentimentos indesejáveis.

No Brasil e no mundo, a prática vem crescendo consideravelmente na atuação contra questões de somatização, ou seja, quando um determinado problema se agrava por conta de algum distúrbio emocional.

Grande parte desses problemas são causados por eventos do passado, principalmente aqueles que aconteceram na infância. Por isso, é comum que as pessoas não consigam identificá-los, vezes por não se lembrarem que eles aconteceram, outras por não entenderem o tamanho do trauma ou peso que aquela situação gerou.

É papel do hipnoterapeuta conduzir o indivíduo da maneira correta, para que ele possa identificar um determinado problema, confrontá-lo e, assim, tratá-lo.

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Até o próximo artigo!