As pessoas sabem como lidar com o luto? Essa é uma pergunta que muita gente se faz quando perde um ente querido e a maioria não encontra uma resposta à altura. Em um momento de crise na saúde, causada pela Pandemia da Covid-19, os casos de óbitos crescem a uma velocidade muito maior. Vem entender melhor esse assunto!

Talvez você esteja passando neste exato momento pelo processo de luto. E se for o caso, eu te dou os meus sinceros sentimentos.

É muito difícil lidar com a perda de alguém, principalmente se essa pessoa é um membro da nossa família ou alguém muito próximo. A dor chega a ser tanta que a maioria das pessoas mal conseguem falar sobre o assunto sem ficarem com a voz embargada por um momento.

Isso é natural, afinal nós somos acostumados a conviver com essas pessoas e, ao percebermos que já não poderemos mais ter a mesma troca de antes, as emoções começam a dominar a nossa mente e a tristeza nos consome por um período.

Para que você tenha uma ideia, enquanto eu estou escrevendo este artigo, o Brasil apresenta um total de 422 mil mortes em decorrência da Covid-19. São mais de 400 mil famílias que tiveram que conviver com o luto de um ou até mais participantes da mesma família, as vezes da mesma casa.

Como lidar com o luto

A morte é um tabu muito difícil dentro das famílias, embora faça parte do ciclo da vida. E justamente por ser um tabu, a maioria das pessoas não faz ideia de como lidar com o luto, misturam os sentimentos, se confundem com o que realmente estão sentindo e se deixam levar por emoções negativas.

Por isso preparamos, um conteúdo especial para você!

  1. O que é o luto?
  2. E a morte
  3. Como lidar com o luto
  4. Superando a dor do luto?

 

O que é o luto

O luto está diretamente ligado ao amor que você construiu por determinada pessoa. Uma vez que ela morre, o sentimento de perda é imediato porque nossa mente entende que algo que era muito importante para você, não vai voltar. Cada um elabora o sofrimento, a desestrutura emocional, a ideia de fim a sua maneira.

Ele não é um sentimento fácil de ser encarado e não possui tempo de validade para permanecer nos nossos corações. De acordo com a psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração) em São Paulo, em entrevista concedida ao blog do Dr. Drauzio Varella, todo o processo de luto tem um começo, um meio e um fim:

“Diversas reações emocionais são despertadas, como a tristeza, ansiedade, culpa e até mesmo raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese, palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o processo de luto.”

Luto vem do latim “lucto” e significa um sentimento profundo de tristeza e pesar pela morte de alguém. Dentro da psicologia, o luto está diretamente ligado aos processos emocionais que envolvem a perda de diversos contextos e podem ser muito mais abrangentes do que literalmente a morte de um ente querido.

A verdade é que não é fácil encarar o luto porque ele não tem um tempo delimitado. A perda de alguém ou de algo muito importante é uma certeza que quando se concretiza, não é aceita pelo nosso subconsciente de forma natural. Isso porque nós aprendemos que a morte acontece para todo mundo em algum momento, mas ninguém está preparado para recebê-la de forma saudável.

A grande questão é:

O que é a morte e como lidar quando ela acontece?

Como lidar com o luto

E a morte?

A morte é a única certeza que se pode ter na vida.

Cientificamente, é muito complexo responder essa pergunta, afinal, não existe uma definição concreta do que realmente é o momento da morte pois o nosso organismo é muito complexo para que isso seja definido de forma clara.

De acordo com especialistas, biologicamente não existe um momento exato da morte, mas sim uma série de pequenas falências, com diferentes partes do corpo se desligam do em seu próprio ritmo.

Mas, para que você entenda, uma pessoa é declarada morta quando o seu coração para de bater e não existe mais respiração ou circulação sanguínea por vários minutos seguidos. Tudo isso precisa acontecer sem a interferência de qualquer equipamento médico.

No entanto, a maneira como esse “mistério” é encarado pode ser diferente se for levado em consideração a crença religiosa de cada pessoa. Existem aqueles que acreditam em uma ressurreição, enquanto outros já dizem que ressuscitamos ou voltamos a Terra até mesmo na forma de algum animal. Há também os que encaram a morte simplesmente como o fim da vida.

Para os Cristãos a morte significa caminhar ao encontro da eternidade. Para essas pessoas, a vida não é tirada no momento da morte, e sim se transforma. Já os Espíritas entendem que nós viemos de um plano espiritual e para outro plano espiritual deveremos voltar. Nesses casos, a morte não existiria, ela seria apenas uma passagem, um passaporte para a vida verdadeira.

Para os Judeus, a morte é parte do ciclo da vida, por isso é vista com naturalidade. E, diferente do que muitos pensam, a preocupação neste caso seria com a vida e não com a morte.

Para os budistas depois da morte, há renascimento. A Terra nos chama e os entes queridos que fizeram a passagem antes de nós nos conduziram para a nova vida. No budismo, não se fala em alma, mas em espírito. é como se deixássemos esta terra impura e nos transferíssemos para um lugar puro uma terra de renascimento.

Em resumo, cada crença religiosa interpreta o momento da morte de uma forma bem peculiar. É, justamente por isso, as pessoas podem lidar com o luto de formas diferentes, já que suas crenças com relação a este assunto são baseadas em outras questões.

Como lidar com o luto

Como você viu anteriormente, cada pessoa e cada religião entende o luto de uma forma diferente. Aliás, não existem fórmulas mágicas ou receitas infalíveis para lidar com o luto de forma simples, mas podemos entender que pensamentos e atitudes podem nos auxiliar nessa jornada de autoconhecimento.

Quando passamos por um momento de luto sofremos e temos que aprender a lidar com a ausência e com a distância daquela pessoa que se foi. Cada um tem o seu tempo, e precisamos estar livres e sem cobranças ou especulações para conseguirmos nos adaptar e aprendermos a sobreviver sem a pessoa que se foi.

Nesses casos, ou “se” e o “quando” não ajudam muito nestes momentos, pelo contrário, essas palavras nos machucam e nos ferem como verdadeiras armas. Afinal, ao pensarmos em momentos e situações nos quais se utilizam essas palavras, a nossa própria mente nos magoa e nos machuca se arrependendo de momentos que não estavam ao seu alcance. Por exemplo:

  • Se eu tivesse feito isso ou aquilo, talvez ele(a) teria vivido mais.
  • Quando ele(a) veio à minha casa eu não dei a atenção que merecia.
  • Se eu prestasse mais atenção, talvez tivéssemos mais tempo.

Frases como essas ajudam a nossa mente a continuar martelando o mesmo prego que já não resolve mais questão alguma. É preciso deixar se levar pela emoção naquele momento e não ficar promovendo uma dor sobre o que poderia ter sido feito e não foi com relação à pessoa que faleceu. Essa atitude pode magoar ainda mais o seus sentimentos e prolongar o estado de luto por mais tempo do que o necessário.

Viver é preciso, por isso é necessário tomar atitudes que o façam lembrar de momentos bons e positivos com aquela pessoa que se foi, por isso, evite pensar nas palavras se e quando.

É possível que as pessoas sintam raiva daqueles que se foram e muitas vezes da espiritualidade que aceitaram seguir, pois foi permitido que o ser amado fosse tirado de nós sem aviso prévio e essa perda pode causar raiva, descontentamento, incredulidade e demais sentimentos que precisam ser colocados para fora. Essa angústia se transforma em revolta e a relação com as outras pessoas pode se tornar um verdadeiro martírio porque ninguém entende aquilo que se passa dentro do seu eu.

O que fazer?

Quando ocorre a perda de alguém importante é preciso entender em qual o momento aquela pessoa se foi. Algumas morrem por questões de saúde debilitada, outras pela violência ou negligência de terceiros, mas a verdade é que não estamos preparados para enfrentar essa situação em nenhum momento.

As despedidas, as reconciliações declarações e as pendências são sempre questões que machucam quando nos deparamos com a morte de alguém que gostávamos muito. Por isso, ame, mas ame muito e fale desse sentimento com a pessoa que está partindo, afinal ambos os lados precisam saber o quanto são importantes e o quanto são amados.

Não espere que uma doença acometa seus entes queridos para que você esclareça dúvidas que ficaram pendentes, para que você diga que os ama de forma verdadeira, para que você faça a companhia que eles realmente precisam no momento.

Quando a hora chegar, permita-se sofrer, ficar triste, se recolher em seus pensamentos, reclamar, questionar-se, chorar, chorar mais uma vez e chorar um pouco mais. Ponha para fora tudo aquilo que precisa sair, fale sobre o que está sentindo, fale muito sobre isso!

Fale sobre todas as emoções, sentimentos, e dúvidas que você tem naquele momento. Não deixe que o silêncio o consuma e o destrua de dentro para fora, porque a dor do luto precisa ser vivenciada para que seja superada.

Caso você note que o sofrimento e o luto estão muito intensos e durando um período longo demais, incapacitando o seu dia a dia impedindo que você siga em frente, com seu emprego, filhos, casamento ou vida social, procure o auxílio de um profissional especializado como um psicólogo, um psiquiatra ou até mesmo um hipnoterapeuta.

Como lidar com o luto

Não se esqueça de que é necessário falar sobre o assunto pôr para fora todo o sentimento reprimido de tristeza e solidão.

O luto é necessário contrário as pessoas não conseguiriam superar o momento da perda de um ente querido, um amigo próximo e até mesmo um colega da infância. Mas quando o tempo de luto dura mais do que o necessário nossa saúde mental e física podem ficar sugestionadas aí ele.

Superando a dor do luto

Para isso, procure um familiar, um amigo e até mesmo um profissional. Escreva diários ou cartas para que o seu coração possa expelir todas as emoções que estão causando os sentimentos negativos naquele momento.

Reviva os momentos bons e de alegria porque o tempo que vocês estiveram juntos foi um presente para ambos. O passado está ali para ser visitado e o amor que você sentiu e sente pela pessoa que se foi continuará o mesmo, mas agora vocês 2 são pessoas que estão momentaneamente separadas.

Relembrar os momentos de Felicidade que você teve com uma pessoa que partiu é muito mais poderoso do que remoer momentos que você não tinha controle total da situação. Você pode sorrir, não é um crime ficar feliz depois de perder alguém que ama, afinal a vida é feita de lembranças e esta pessoa que se foi proporcionou lembranças incríveis para você.

Hoje quando você ouve uma música ou sente um cheiro que lembre a pessoa que se foi talvez não consiga controlar as lágrimas, mas neste caso, serão lágrimas de saudade e não mais de tristeza. Está tudo bem, nós temos o direito de sentirmos uma montanha-russa de emoções afinal somos humanos e nossa mente é tão complexa que nem mesmo os mais grandiosos especialistas no assunto, conseguem decifrá-la.

A partir do momento em que conseguimos fazer com que a dor do luto se torne a sensação de saudade podemos viver com a perda de alguém querido de forma mais realista e honesta.

As lembranças ocupam um lugar do desespero e do desamparo. É certo que vez ou outra, as lágrimas voltarão a acontecer, mas os sorrisos também… e com muito mais força.

E você, já precisou enfrentar o momento do luto de alguma forma? Comente aqui embaixo e nos conte a sua história ou envie este texto para uma pessoa que no momento esteja precisando entender o que é conviver com a dor do luto.

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