A Síndrome de Burnout vem sendo um tema muito discutida na atualidade, principalmente no momento em que a pandemia de covid-19 completa um ano no Brasil e o estresse se espalha nos telejornais, no ambiente de trabalho e até mesmo dentro de casa.

Casos relacionados à Síndrome de Burnout também apresentaram um aumento expressivo, segundo afirma o psiquiatra Eduardo Perin, especialista em terapia cognitivo-comportamental da Universidade de São Paulo.

Ele explica que a síndrome é relacionada diretamente com o dia a dia da pessoa no ambiente de trabalho, está presente em todas as profissões. Principalmente nas que envolvem muita responsabilidade e pressão, como no caso de médicos e enfermeiros, profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19.

Além disso, em alguns casos, a sobrecarga de trabalho provocada pela rotina de home office, potencializada pelo isolamento social, também fez com que que a síndrome se tornasse um problema a ser enfrentado neste cenário.

Vamos desvendar todas as dúvidas acerca do tema, então dá uma conferida no que vem por aí:

  1. O que é a síndrome de Burnout?
  2. Quais são os sintomas do Burnout?
  3. O que causa a Síndrome de Burnout?
  4. O Burnout pode impactar a sua vida?
  5. Sabe diferenciar Burnout de Depressão e Estresse?
  6. Como tratar o Burnout?

 

Mas afinal, o que é a Síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout, segundo o CID-10 (Classificação Estatística e Internacional de Doença e Problemas Relacionados à Saúde), é conhecida como esgotamento profissional. É um estado de estresse extremo e crônico, geralmente provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho.

Síndrome Burnout

O termo em inglês “Burnout” significa queimar algo até o fim. Por isso, quem sofre dessa síndrome se desgasta tanto de forma física como mental, pelo fato de ter uma rotina profissional desgastante.

Fazendo uma breve linha do tempo, em 1974, o alemão Herbert Freudenberger começou a sentir um esgotamento físico e mental após uma rotina de grandes demandas de trabalho, e analisou que seus colegas de trabalho também sentiam da mesma forma.

Após essa análise, ele fez a primeira descrição científica da síndrome de Burnout.

Em 1981, a psicóloga americana Christina Maslach, após se deparar com muitos casos com os mesmos sintomas, cria um questionário para identificá-la.

E por fim, em 1999, o Ministério da Saúde brasileiro incluiu a síndrome de Burnout na lista de doenças relacionadas ao trabalho.

De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com essa síndrome.

Quais são os sintomas do Burnout?

Os sintomas mais comuns são:

Sensação constante de negatividade – É comum que as pessoas que estejam com essa síndrome sejam negativas, como se nada fosse dar certo.

Cansaço físico e mental – As pessoas com Síndrome de Burnout geralmente apresentam um cansaço constante e excessivo, que as impede de fazer as tarefas mais básicas.

Dificuldade de concentração – Podem sentir dificuldade em concentrar-se no trabalho e em tarefas rotineiras.

Sentimento de incompetência – Acreditar que nada que o que estão fazendo é o suficiente dentro e fora do trabalho.

Alterações repentinas de humor – Outra característica muito comum, são as alterações repentinas de humor com muitos períodos de irritação.

Isolamento – Ter tendência em isolar-se de pessoas importantes na sua vida, como amigos e familiares.

Outros sinais frequentes da síndrome de Burnout incluem demorar muito tempo para realizar as tarefas profissionais, assim como faltar ou chegar atrasado muitas vezes ao trabalho.

Além disso, quando se tira férias é comum não se sentir prazer durante esse período, voltando para o trabalho com a sensação de ainda estar cansado.

O próximo relato que você vai ouvir se encaixa muito bem no que você já leu até o momento.

Dê o play e conheça a história de Alessandro:

 

Quais são as causas da Síndrome de Burnout?

As causas para essa síndrome podem ser diversas, mas existem situações que são “facilitadoras” que podem desencadear essa síndrome.

Ambientes com cobranças excessivas e uma alta demanda de trabalho podem ser um dos fatores, assim como manter o colaborador em uma pressão constante e longas jornadas de trabalho.

Síndrome Burnout

Algumas dessas situações podem acontecer frequentemente na rotina profissional. Isso não significa que apenas um fator pode desencadear essa síndrome. Vai depender da intensidade das situações relacionado e a individualidade de cada pessoa.

Vamos exemplificar uma situação, uma pessoa entra em um serviço novo e, logo na primeira semana, é final de mês e a meta da empresa é alta. Todos estão tentando bater a meta e o ambiente está competitivo. Sua maior intenção é conquistar o desenvolvimento profissional, mas está muito estressante.

Nessa situação vão ter pessoas que vão ser motivadas pela meta e contribuir para esse ambiente competitivo, porém, vão ter pessoas que não vão se adaptar e vão começar a desgastarem de forma física ou/e mental.

Outros fatores podem influenciar no desenvolvimento da Síndrome de Burnout, como situações aversivas com familiares, relacionamento conjugal etc. Isso pode criar um desequilíbrio interno.

Desta forma, essa única experiência de forma reprimida se torna um gatilho para o surgimento de um transtorno emocional – que pode levar a desdobramentos sérios e que eoxigem atenção, com um tratamento adequado.

Como o Burnout pode impactar a sua vida?

A síndrome de Burnout provoca sintomas físicos e emocionais. Mas, os mais frequentes são a sensação de exaustão e desgaste. Mesmo que a pessoa tenha uma ótima noite de sono ou durma por muitas horas, ela acorda cansada e sem energia para realizar sua rotina.

Os sintomas podem prejudicam intensamente a qualidade de vida no trabalho das pessoas que apresentam essa síndrome. Por isso a maioria delas têm dificuldades em executar tarefas básicas, manter um raciocínio rápido e se relacionar socialmente com os colegas de trabalho.

Síndrome Burnout

Além disso, essa síndrome pode vir acompanhada de um grande sentimento de impotência e letargia. Nesse sentido, são comuns os casos de baixo rendimento e afastamento.

Se o trabalho não traz satisfação, a pessoa pode tentar de alguma forma procurar essa satisfação de outra forma. Pois essas compensações podem vir de forma negativa como vício em drogas e álcool, problemas de excesso de alimentação, jogos de azar etc.

E caso você analisar que está passando por certas dificuldades no trabalho e em troca disso começa a exagerar na alimentação ou não vê a hora de chegar em casa para começar a beber, então algo está acontecendo.

É muito comum que os workaholics (pessoas que são viciadas em trabalho) sofram desse distúrbio. Porém, alguns profissionais são mais pré-dispostos a experimentarem a questão, justamente pelas características do trabalho. Como por exemplo:

  • Policiais
  • Professores
  • Médicos
  • Psicólogos
  • Advogados
  • Bancários
  • Executivos

No caso das mulheres, vale salientar que a maioria delas acabam sendo afetadas em decorrência de uma jornada dupla de trabalho: no emprego e em casa.

Como diferenciar Burnout de Depressão e Estresse?

A Síndrome de Burnout pode ser confundida com a depressão, já que ambas possuem sintomas similares como por exemplo:

  • Sentimentos de tristeza persistente;
  • Sensação de vazio;
  • Perda de interesse mesmo por atividades consideradas prazerosas;
  • Humor irritável;
  • Baixa autoestima
  • Fadiga e cansaço excessivo;
  • Insônia;
  • Lentidão no raciocínio
  • Alterações na alimentação;
  • Pensamentos suicidas

Porém, o estresse é provocado por conta de uma resposta física e psicológica que a pessoa sente, por conta de uma pressão excessiva. O que acontece é que o estresse é algo passageiro, muitas vezes pode se tornar um gatilho para síndrome de Burnout.

Síndrome Burnout - estresse diferença

Vamos exemplificar o caso, pensando em um atleta que está sob pressão constante, seu corpo e sua mente estão focados em produzir os melhores resultados. Mas após a competição ele tenderá a relaxar e voltar ao seu ritmo normal.

E ao contrário do Burnout que você acaba se sentindo sobrecarregado e estressado por bastante tempo, mesmo quando você não está em um ambiente que se sinta pressionado.

Estes fatores tendem a ocorrer por conta do trabalho, gerando sentimento de culpa e cansaço.

Nesse sentido, ele se diferencia do estresse já que a fadiga e o cansaço são relacionados a toda a vida da pessoa e não apenas a uma pequena parte dela como o trabalho.

Como tratar?

Antes do tratamento, a pessoa necessita de um diagnóstico preciso, e para isso é recomendável a procura de um psicólogo para que sejam discutidos os sintomas, identificando assim o problema.

Por isso, durante a sessão, o psicólogo poderá também utilizar o questionário Maslach Burnout Inventory (MBI), que tem como objetivo identificar, quantificar e definir a síndrome.

A hipnoterapia é uma das principais alternativas para o tratamento dessa síndrome. Essa técnica identifica as principais causas que levaram o indivíduo ao esgotamento físico e mental.

Sua vantagem é que ela chega na raiz do problema, ressignificando a causa e o libertando de uma vez por todas de suas aflições. E por ter foco direto em nossa mente, a hipnoterapia pode contribuir para que a mudança de hábitos aconteça no dia a dia do indivíduo.

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O que é melhor que um exemplo se não um depoimento de uns de nossos hipnoterapeutas OMNI? Abaixo você encontra um depoimento lindo de uma mulher que vivia com o Burnout e, após a hipnoterapia – hipnose aplicada à métodos terapêuticos – venceu esse problema.

Vivian venceu o Burnout

“Meu nome é Viviam Chiqueto, fui diagnosticada com Síndrome de Burnout em junho de 2019. Ao longo do tratamento, foram diversos sintomas, tais como, depressão, irritabilidade, cansaço físico e mental, pressão alta, dores de cabeça diárias e hérnia de disco.

Foram necessários uma equipe multidisciplinar para cuidar do meu caso, psiquiatra, psicólogo, cardiologista, ortopedista, fisioterapeuta e quiropraxista. Em julho 2019, eu me despedia do mundo corporativo, após 25 anos de carreira.

Em setembro de 2019, eu suspendi os medicamentos, por conta própria e os sintomas retornaram em dezembro/2019. Fiquei desesperada, foi então que veio na minha mente a palavra “hipnose”.

Comecei a pesquisar e encontrei a OMNI, e me veio a ideia de procurar um hipnoterapeuta. Em dezembro 2019, eu passava pela minha primeira sessão e foi um divisor de águas, os eventos do passado que me incomodavam, foram ressignificados, e passei a viver no momento presente.

Na segunda sessão, eu visualizei a minha carreira profissional, pois eu havia prometido a mim mesma, caso o tratamento fosse efetivo eu me formaria pela OMNI, para ajudar as pessoas com doenças emocionais.

A hipnoterapia foi muito efetiva. Hoje estou livre dos medicamentos e das doenças e ainda ganhei de presente de Deus, uma nova profissão como hipnoterapeuta OMNI.

Gratidão, à OMNI!”

Forte né?

Espero que esse depoimento e esse artigo tenham te ajudado. Comenta aqui embaixo o que você achou e se conhece alguém que têm ou já teve essa síndrome.

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