Saúde Emocional

Dia Internacional da Mulher: como está a saúde mental da mulher?

OMNI Brasil8 de março de 20227 min de leitura

Saúde mental da mulher. Como ela está? Especialmente em tempos de pandemia, é fundamental entender como a desigualdade de gênero está afetando as mulheres.

Nas redes, cada vez mais mulheres estão deixando claro: estão cansadas, sobrecarregadas e sentindo que não têm um propósito. Como você pode imaginar, essas situações fazem com que a saúde mental seja prejudicada.

Além de rotinas lotadas, as mulheres ainda são submetidas a diversos fatores estressantes, como o medo da violência e do abuso, o que faz com que estejam sempre ansiosas e sua saúde mental desestabilizada.

O interessante é que existem dezenas de campanhas relacionadas à saúde física da mulher. Por exemplo, a campanha de prevenção ao câncer de mama, ao câncer de colo de útero, infecções pelo HPV, entre outras.

Por que, então, a saúde mental das mulheres parece tão negligenciada?

Neste texto, vamos discutir este assunto! Veja o que vamos abordar:

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O que é saúde mental?

O conceito de saúde mental é bem mais amplo do que as pessoas imaginam. Isso porque, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é um completo estado de bem-estar físico, mental e até mesmo social. Dessa forma, requer atenção em todas as áreas.

Pensando assim, a saúde mental é parte necessária e complementar para a manutenção de todas as funções orgânicas do corpo humano.

O estado mental garante ao ser humano um melhor exercício de seus direitos sociais e do cidadão. Sem falar na facilidade de ter uma interação social e pessoal mais harmônica e segura.

Quando as suas emoções não estão em equilíbrio, você pode sofrer com transtornos como ansiedade, bipolaridade, estresse e até mesmo depressão.

Como você já viu, esses desequilíbrios emocionais podem prejudicar o bem-estar emocional de qualquer pessoa, mas a saúde mental da mulher pode ser ainda mais prejudicada com todas essas emoções.

Você já parou para pensar o porquê isso acontece? É o que vamos ver a seguir.

Por que a saúde mental das mulheres está comprometida?

“As mulheres são fortes”, “as mulheres são guerreiras”, entre tantas outras frases… Você já ouviu alguma delas? Se é uma mulher, com certeza já. Se é um homem, talvez já tenha falado.

E veja bem, não é que as mulheres não sejam fortes ou que não sejam guerreiras. No entanto, esse tipo de frase coloca um grande fardo em cima dos ombros das mulheres: o fardo de nunca poder sentir-se frágil, de nunca ter o direito de simplesmente ser cuidada. Afinal, a mulher, ainda nos dias de hoje, é vista como aquela que cuida.

No cinema, nas séries, nos quadrinhos, cada vez mais é deixada para trás a ideia da mulher como sexo frágil e, no lugar, a mulher é colocada em um pedestal de “imbatível”, de pessoa que resolve tudo sozinha sem precisar de ninguém.

A linha é tênue e difícil de se percorrer, mas é importante encontrar e definir esse limite. Se não, nosso futuro será de milhares de mulheres ainda mais exaustas pela cobrança de força infinita, quando deveríamos ser apenas humanas.

Como está a saúde mental da mulher?

Cada vez mais estudos estão refletindo a realidade da saúde mental das mulheres. Segundo a Mental Health Foundation, um estudo realizado no Reino Unido mostrou que uma em cada cinco mulheres de 16 a 25 anos apresentou algum transtorno psicológico, com relatos de suicídio.

No Brasil as coisas não são diferentes. Uma pesquisa realizada entre maio e junho de 2020 pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP revelou que, durante a pandemia de Covid-19, as mulheres foram as mais afetadas psicologicamente: 40,5% apresentaram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.

Outra pesquisa realizada pela Fiocruz mostrou que o percentual das mulheres que se sentem tristes/deprimidas durante a pandemia foi de 50%, enquanto que entre os homens foi de 30%. Já o percentual de quem se sentiu ansioso/nervoso foi de 60% entre as mulheres e de 43% entre os homens.

Se a pandemia trouxe pontos positivos, como o trabalho em casa e mais tempo, que antes era gasto com transporte público, agora as mulheres estão vivendo 24 horas por dia com o seu segundo trabalho: a casa, marido e filhos.

Um estudo chamado Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça de 2015 revelou dados assustadores: as mulheres trabalham 7,5 horas a mais que os homens devido à dupla jornada.

Nessa época, a jornada total média das mulheres era de 53,6 e a dos homens, 46,1 horas. Além disso, 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas. Já os homens, apenas 50%.

Assim, é fácil entender como a pandemia aumentou ainda mais a jornada dupla e as tarefas, já que os filhos permaneceram em casa, demandando comida, atenção e cuidados. Se apenas 50% dos homens realizam tarefas domésticas, que horas essas mulheres vão descansar?

Quando é que elas vão tirar tempo para cuidar da sua saúde emocional?

Como se empoderar neste ambiente?

E se eu te dissesse que a saúde mental tem um papel fundamental no empoderamento? Na verdade, quem diz isso é a psicóloga Nayara Calaça, do Grupo América e Sistema Hapvida.

Segundo ela, “o empoderamento feminino significa que qualquer mulher, em qualquer lugar, pode ter controle da própria vida, definir metas, adquirir habilidades e agir. É um ser livre para decidir e controlar suas ações e falar por si”.

Se o empoderamento é essa possibilidade de falar, pensar e agir por si, como fazer isso quando as responsabilidades — impostas ou não — não deixam tempo para esse empoderamento?

Nesse contexto, é essencial criar estratégias para alcançar a autonomia feminina, criando ações que contribuam e criem as condições adequadas ao empoderamento.

Isso, é claro, atinge os homens de hoje e os futuros, que estão nascendo e sendo criados agora. O que esses homens estão fazendo para criar essas condições? Estão tomando para si as responsabilidades da casa, dividindo o fardo que já está tão pesado para o lado feminino?

É preciso cobrar das autoridades maior representação, mais força política e social e preocupação específica com a saúde mental da mulher através de políticas públicas.

É impossível ser empoderada sem um cuidado com a saúde mental e emocional das mulheres.

Dia Internacional da Mulher: o que podemos fazer?

Não existe uma solução fácil, nem rápida para essas dificuldades. O futuro ainda é incerto, mas a esperança é que cada vez mais as crianças do amanhã terão uma educação melhor, mais humanizada e focada na emancipação feminina.

Manter a saúde mental em dia é difícil, mas essa tarefa não deve nunca ser deixada de lado. Diversos tratamentos no mercado já levam as diferenças de gênero em conta e oferecem terapias focadas na saúde mental da mulher. Por exemplo:

  • Psicoterapia;
  • Terapia ocupacional;
  • Ioga;
  • Meditação;
  • Hipnoterapia.

A hipnoterapia é o uso da hipnose para fins terapêuticos. Por isso, consiste em um profissional que induz a paciente a um estado de transe para lhe sugerir mudanças de hábitos, novos comportamentos saudáveis, tratando fobias, resolvendo conflitos, aumentando a autoestima, entre outros.

Como você pode imaginar, a hipnose e a hipnoterapia podem auxiliar grandemente na saúde mental da mulher.

Outros benefícios da hipnoterapia são:

  • Ajuda no controle da ansiedade;
  • Combate a insônia;
  • Trata distúrbios sexuais;
  • Auxilia no tratamento de doenças psicossomáticas;
  • Traz mais disposição durante o dia;
  • Aumenta o foco e a concentração;
  • Melhora a comunicação;
  • Desenvolve a criatividade;
  • Elimina hábitos destrutivos.

E se você tem interesse em cuidar da sua saúde mental com a hipnoterapia, que tal conhecer o Experiência OMNI? Estou falando do maior evento imersivo em hipnoterapia do mundo!

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